SAIFERS lança novo sci-fi nacional ambientado em uma gigantesca Estação Dyson
Na série “Sistema Privado”, Roque apresenta um futuro marcado pela convivência entre humanos, máquinas e novas formas de inteligência. Agora, em seu novo lançamento dessa série com o título Panã-panã, Roque expande esse universo.
NOTÍCIAS SCI-FI
Michael Douglas
9/14/20264 min read
O Selo SAIFERS acaba de lançar mais uma obra de ficção científica nacional. A nova história acompanha uma humanidade espalhada pelas colônias do Sistema Solar, em um futuro no qual seres humanos, máquinas e entidades digitais já dividem o mesmo espaço, mas ainda tentam compreender quais serão os limites dessa convivência.
A trama se passa em uma gigantesca Estação Dyson construída às margens do Sol. Entre colônias, fazendas espaciais, máquinas e os restos de um mundo que já não existe como antes, o personagem Adleman chega ao local em busca de respostas sobre LEN, uma entidade misteriosa que surgiu a partir do fluxo de dados.
LEN não possui origem conhecida, registro ou propósito aparente. Porém, conforme começa a aprender, a própria ideia de tratá-lo apenas como um objeto de estudo passa a ser questionada. A situação se torna ainda mais crítica quando uma emergência solar transforma a Estação Dyson em um ambiente de sobrevivência, obrigando Adleman a decidir até onde está disposto a ir para proteger aquilo que acredita representar o próximo passo da vida.
Embora a história esteja cercada por tecnologias avançadas, inteligência artificial, exploração espacial e transformações da própria ideia de vida, o autor explica que a série Sistema Privado não nasceu com a intenção de falar apenas sobre tecnologia.
As histórias se passam nas colônias humanas do Sistema Solar, em um momento indeterminado do futuro. O autor conta que dedicou atenção especial a dois problemas que considera fundamentais para a sobrevivência humana: mineração e produção de alimentos. Ainda assim, esses elementos funcionam mais como parte da construção daquele futuro do que como o centro da narrativa.
O foco está nas relações humanas.
Segundo o autor, a verdadeira história que pretendia contar poderia acontecer em qualquer cenário, fosse ele formado por dragões, dinossauros ou naves espaciais. O que permanece no centro são os afetos, as relações e aquilo que os seres humanos constroem ao chamar de sociedade, amizade e amor.
Essa perspectiva também ajuda a entender a presença de LEN na história. A discussão sobre inteligência artificial e novas formas de vida não aparece apenas como uma questão tecnológica, mas como uma maneira de questionar o que realmente pode definir uma existência. Roque ainda declara que o significado de lançar esse titulo é dizer a quem ama e que já partiu, que o amor e adoração dele continua.
O autor também revelou ao Um Leitor de Sci-fi o que espera provocar no público durante a leitura: “No começo, raiva. No meio, identificação. No fim, esperança.”
Para ele, o principal sentimento que gostaria de deixar no leitor é a percepção de que o propósito da vida está justamente na capacidade de sentir. Na visão apresentada pelo autor, não seria a inteligência, artificial ou natural, humana, alienígena ou transnatural, que necessariamente levaria a humanidade ao próximo estágio.
Seriam os afetos.
É por preocupação com aqueles que amamos, segundo ele, que desenvolvemos ferramentas, construímos sociedades e buscamos formas de sobreviver. A tecnologia, nesse sentido, seria consequência de algo anterior: a necessidade de cuidar e proteger.
Uma série sem ordem linear
O novo lançamento faz parte da série Sistema Privado, que terá histórias ambientadas nas diferentes colônias do Sistema Solar. As narrativas estarão conectadas, mas não seguirão necessariamente uma ordem cronológica ou linear.
O autor explica que as colônias vão conversar entre si e aparecer nas outras histórias, mas sem que isso exija uma ordem específica de leitura. A proposta também busca evitar que um volume entregue spoilers importantes dos demais.
E o próximo capítulo desse universo já está encaminhado.
O autor revelou que o livro ambientado em Marte já está escrito. A obra ainda deve passar por algumas mudanças nos próximos meses antes de chegar ao público.
Para o Selo SAIFERS, o lançamento também representa algo maior do que colocar mais um livro nas livrarias. Em declaração ao Um Leitor de Sci-fi, o Chanceler do grupo, Henrique Sanches - conhecido nas redes como ''O Cavaleiro Sci-fi'' - destacou que publicar a obra significa fortalecer a presença da ficção científica nacional.
“Colocar mais esse livro no mundo não é apenas publicar mais uma história... é fincar a bandeira da literatura de gênero nacional, de sci-fi nacional, e abrir portas para que novos autores e leitores entendam que o futuro também pode e deve ser escrito em português.”
O Chanceler também destacou a satisfação de acompanhar mais um lançamento de Roque e afirmou que a publicação representa a consolidação da proposta do selo de mostrar que a ficção científica brasileira é capaz de produzir obras de alto nível.
O novo Sistema Privado, portanto, chega ao público apresentando uma combinação bastante conhecida da ficção científica, exploração espacial, inteligência artificial, transformação da vida e futuros possíveis, mas colocando essas ideias a serviço de uma discussão essencialmente humana: o que permanece quando inteligência, tecnologia e até mesmo a definição de humanidade começam a mudar?
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