Jogador Número 1 - Ernest Cline

O livro que inspirou o filme dirigido por Steven Spielberg.

RESENHAS LITERÁRIAS

5/9/20261 min read

Jogador Número 1 - Ernest Cline

Columbus, Ohio · 2044

Em um canto qualquer de um lugar nenhum, Wade Watts atravessa seus pesarosos e miseráveis dias. Em um futuro não muito distante, a crise energética e outras catástrofes provocaram um colapso na sociedade. As pessoas sobrevivem amontoadas em pilhas de contêineres. O senso de privacidade ou qualidade de vida é coisa do passado.

Mas existe um afago.

James Halliday, um brilhante programador de games, fundou o OASIS, empreendimento da Gregarious Games, empresa tecnológica criada ao lado de seu melhor amigo Og. O OASIS era tudo o que uma pessoa sem nenhuma perspectiva poderia querer: um mundo virtual repleto de possibilidades.

Nele, o jogador pode ser quem quiser, ou até o que quiser. Voar, lutar, mergulhar, explodir, matar, roubar e muito mais, sem nenhuma consequência real. O único risco é o do seu avatar. Com a realidade destroçada, tudo o que valia a pena estava no jogo. As crianças iam à escola dentro do mundo virtual. A moeda que importava era a moeda virtual. Tudo era virtual, e quem tinha mais dinheiro aproveitava melhor essa experiência.

A IOI era uma empresa voltada ao comércio de peças e gadgets para o OASIS, luvas hápticas, macacões sensoriais, periféricos de imersão total. Com os equipamentos certos, a linha entre o real e o virtual praticamente desaparecia.

Então, após anos de paz e liberdade virtual, o criador do OASIS falece e deixa uma mensagem de vídeo para o mundo inteiro: três chaves deveriam ser encontradas, e quem vencesse herdaria toda a sua fortuna — inclusive o OASIS.

Uma corrida insana pelos easter eggs tem início. A IOI mobiliza seus funcionários para tentar, de uma vez por todas, colocar as mãos na única realidade que ainda importa para as pessoas. E é então que Wade Watts descobre a primeira pista.

E tudo começa.

Um livro especial, perfeito, sem nenhuma ressalva. Foi o livro que me fez gostar de ler, e tenho muito carinho por ele. A escrita de Ernest Cline é fluida, sem enrolação, as páginas passam voando. Apenas leiam.​​​​​​​​​​​​​​​​